07
out
08

Namoro na terceira idade

obrigada por me mandar esta mensagem. com certeza tem muitas mulheres iguais a mim…na mesma situação….
me sinto perdida e desiludida.as vezes penso que amar de novo nao é realmente pra mim…tenho tanto medo.
gostaria de me arrumar melhor,me vestir pra agradar alguem que não eu.sair mais, ter novos amigos.enfim viver o restinho da vida do geito melhor.
mais como? nos bailes de terceira idade a maioria é casado e vai escondido das mulheres….sou viuva e tenho a maior dificuldade até em pensar num relacionamento.
pensei procurar ajudar de um psicologo…que nao ria de mim. é dificil eu sei.
MAIS É ISSO.
se aparecer um candidato vou criar coragem….o negocio é aparecer….
UM ABRAÇO E OBRIGADA!

Com certeza há muitas pessoas na mesma situação que você, mas acho que a gente só pode dar amor se sentir amor por si mesmo primeiro, ou seja: comece fazendo as coisas que gosta e sinta o prazer que elas dão. Coisas esquecidas há muito tempo, como passear no parque, uma caminhada ao cair da tarde. Quando você está em paz e de bem consigo mesma isso transparece em seu rosto e as pessoas naturalmente se aproximam.

A primeira coisa para arrumar um namorado é não pensar só nisso, ou seja, não ver cada homem como um possível candidato. Dê-se ao luxo de usufruir da companhia masculina, os homens são bons companheiros, bons de papo, engraçados. Converse, conheça melhor. Faça amigos. Se um homem puxar papo na fila do banco, leve adiante. Ao final da conversa, se gostou, não diga apenas “tchau”, pegue na mão da pessoa e olhe nos olhos, diga sinceramente: “gostei de conhecer você”.

Relaxe, curta o mundo à sua volta, vá ao cinema, ao shopping. Fale com as pessoas. Olhe as pessoas na rua, em seus rostos. Sorria e cumprimente mesmo os estranhos. Agradeça as pequenas gentilezas. Construa pontes para que as pessoas consigam aproximar-se, e não muros para que se afastem.

Esqueça o medo e a insegurança, ninguém tem nada com sua vida e se a julgarem não fará a menor diferença para você. Faça o que gosta e procure o que lhe faz falta. E aguarde. Pense positivo, em breve tenho certeza que a pessoa que procura aparecerá. Esteja atenta e disposta a recebê-lo de braços e coração aberto.

Boa sorte, amiga.

(Zailda Coirano)

07
out
08

Como amar sem se sentir ridículo na terceira idade?

SOU MUITO TIMIDA E AINDA ROMANTICA ,APESAR DE TUDO QUE SOFRI…..
GOSTARIA DE ENCONTRAR UM NAMORADO. COMO FRAZER ISSO SEM ME TORNAR RIDICULA?TENHO 62 ANOS E MORO EM RECIFE -PE

Não há nada de ridículo em querer amar, em querer ter alguém ao seu lado e com essa pessoa reconstruir sua vida, ter um companheiro, viver bons momentos ao lado dessa pessoa. A vida não começa nem termina aos 40, enquanto estivermos vivos temos o direito de usufruir de tudo aquilo que a vida possa nos proporcionar.

Os jovens não têm mais direito à felicidade que nós, se formos analisar bem, depois de uma vida toda dedicada ao trabalho temos o direito de gozar merecidamente nossa vida, dedicando-nos exclusivamente a conquistar a paz, o amor, a realização pessoal que talvez não tenhamos tido tempo de alcançar antes, ocupados que estávamos em criar filhos, ou dedicando-nos a uma carreira profissional.

Seja pelo motivo que for, muitos de nós só na terceira idade é que podem dar-se ao luxo de pensar mais em si mesmos, então por que não? Que eu saiba não existe nenhuma lei que impeça o ser humano de ser feliz, nem existe nenhum limite de idade para isso. Portanto, querida leitora de Recife, nunca é tarde para ser feliz. O que está esperando? Corra em busca de sua felicidade. Ridículo é matar, roubar e enganar os outros. Ser feliz e ter essa disposição é sinal que você ainda está bem viva e que tem um coração capaz de dar e receber amor. Vá em frente, dou a maior força. E não se esqueça de enviar os convites para a festa de casamento, ok?

Zailda Coirano

28
ago
08

Caminhando para o futuro

Caminhar é um dos exercícios mais agradáveis e que a maioria das pessoas mesmo em idade avançada está apta a fazer. Quando fico muito tempo sem caminhar regularmente logo sinto a diferença: dificuldade ao levantar, dores nas juntas e músculos. É só começar a caminhar regularmente de novo que em uma semana no máximo tudo desaparece e me sinto pelo menos 10 anos mais nova.

E o ato de caminhar é agradável, vemos coisas, lugares e gente nova, prestamos atenção a coisas e pessoas que passariam desapercebidas se estivéssemos de carro ou ônibus. E nem precisa “ter tempo” para caminhar: é só ir ao supermercado do outro bairro, à igreja que fica umas quadras adiante, em vez de tomar o carro ou ir à que está mais próxima.

Não importa para onde você vá, sempre que for possível, saia de casa 15 minutos mais cedo e vá caminhando. Sua saúde agradece.

(zailda coirano)

22
jul
08

Quando estamos prontos para ser pais?

Normalmente escolhemos construir nossa família quando ainda somos jovens, na casa dos 20 ou 30, e eu própria escolhi assim. Dizem os médicos que é quando nosso corpo está melhor preparado para a maternidade, sendo menores os riscos na gravidez, e gerando bebês mais saudáveis.

Do ponto-de-vista puramente biológico pode até ser, mas é também nessa fase da vida que estamos consolidando nossas carreiras, é quando nos dedicamos mais à nossa vida profissional que à pessoal. Não temos muito tempo para os filhos, e freqüentemente as exigências em múltiplos setores de nossa vida nos deixam estressados, e portanto com menos paciência. Portanto, dos 20 aos 30 normalmente não temos tempo, paciência e nem dinheiro suficiente para proporcionar aos filhos tudo aquilo que seria possível se deixássemos a maternidade para mais tarde.

Na faixa dos 20 aos 30 também estamos às voltas com questões de foro íntimo, nos falta maturidade e nem solidificamos ainda nossas crenças mais profundas. Ainda não sabemos ao certo quem somos e o que esperamos realizar nessa vida. Ter filhos nessa fase é como entregar passageiros a um motorista que ainda não conhece o caminho nem tem tempo de aprendê-lo.

Acredito que só depois dos 40 temos maturidade e calma suficiente para nos dedicarmos à criação de um filho. Também é normal que tenhamos a essa altura da vida uma carreira estável, tendo portanto mais condições de dar aos filhos uma vida mais confortável.

Infelizmente a natureza anda na contra-mão da lógica e a partir dos 40 a primeira gestação é considerada de risco e é bem maior o número de crianças com problemas genéticos em virtude do envelhecimento dos óvulos maternos. Cabe a cada um pesar os prós e contras e tomar sua decisão. Se eu fosse tomar essa decisão novamente, com certeza só teria filhos depois dos 40.

Sabiamente porém a natureza nos coloca aos 50 na menopausa, incapazes de engravidar, e nessa idade eu realmente sinto vontade de tudo, menos de ter um bebê berrando e solicitando atenção. Não tenho mais paciência para dedicar-me a uma criança por longos períodos. Acho que a natureza me prepara para ser avó, poderei dar a meus netos poucas horas de atenção, mas com a qualidade que só a experiência e o tempo nos dão.

(zailda coirano)

06
jul
08

Velho pode sim!

Era caixa no Banespa. Um belo dia me chega uma professora (uma professora, vejam só) e dá uma olhada nas minhas orelhas, pigarreia e lasca lá:

- Eu também tinha dois pares de brinco na orelha, mas aos 40 anos tirei tudo. Achei que não ficava bem pra uma mulher da minha idade.

Meus 4 pares de brinco sorriem para ela.

- Pois eu comprei e paguei pelos brincos. São meus. A orelha também é. Então eu uso enquanto eu quiser, quem quiser achar feio que coma menos.

Meus brincos sorriram de novo, pedindo desculpas pelo meu mau-humor matinal.

Meu ex-marido número 2 (talvez até por isso seja ex), quando eu tinha apenas 22 anos veio com uma conversa de que eu tinha que abandonar minhas calças jeans e usar o estilo “jovem senhora” e nem bem tive tempo de mandá-lo peidar nágua pra fazer bolinhas me deu de presente um lindo terninho de linho. Bege, ainda por cima. Ficou em cima do guarda-roupa numa caixa até não sei quando, porque um belo dia procurei e não estava mais lá.

Ora, mas com os diabos! Tenho 50 e ainda não uso estilo jovem senhora! Entenda que sinto-me ainda muito nova pra usar essas coisas. E adoro roupa colorida. Ainda por cima bege? Vê lá se eu ia me sujeitar a me fantasiar desse jeito!

Quando querem me botar em meu devido lugar e me lembram “a minha idade”, que eu deveria me comportar de acordo, etc e tal, eu só não mando ir à merda porque sou educada. Bem, nem tanto. De vez em quando eu mando. E cuidar da própria vida mando também.

Velho pode sim. Pode usar tênis All Star. Calça jeans. Quantos brincos e penduricalhos desejar. Salto alto. Maquiagem. Tintura no cabelo. Velho pode. E quer saber? Posso até usar nariz de palhaço se quiser. E ninguém tem nada com isso.

(zailda coirano)

04
jul
08

Envelhescência – a adolescência tardia

Pró Qualidade Blog » “Envelhescência” – Mário Prata

Muito interessante esse artigo, com idéias muito boas sobre o assunto, para ler e refletir. Como a autora do blog, também não me identifico com algumas das “crises” descritas porque sou mulher, mas entendo-as perfeitamente.

29
jun
08

O namoro na terceira idade

Antes de me casar namorei muito meu atual marido, e já tinha 48 quando começamos nossa história de amor. Parti do princípio de que nunca é tarde para o amor e fui em frente. A experiência foi ótima, mesmo porque ele é da mesma geração que eu e ainda preserva aqueles velhos costumes que tínhamos na adolescência.

Nós nos encontrávamos praticamente todas as noites, conversávamos e ríamos muito, falávamos de nossa rotina diária, nossos pensamentos, contávamos histórias do passado, de todas as formas nos oferecíamos um ao outro para que pudéssemos nos conhecer da melhor forma possível e partilhar de tudo de bom que o outro tinha a oferecer.

A fase do namoro é muito boa, a gente se arruma e se prepara para ver aquela pessoa e tem todo o tempo disponível para ela. Depois do casamento a hora que o outro quer conversar nem sempre é o melhor momento e não estamos mais o tempo todo à disposição do parceiro porque também temos outras atividades e interesses na vida. Por isso o namoro é fundamental, uma fase de romance para partilhar com seu amado e também receber dele o que ele tem de melhor.

Não importa se você tem 20 anos ou 60, não se sinta ridícula namorando de mãos dadas na rua, isso é muito bom e não se deve deixar essa fase de lado só porque “a idade não permite”. Não importa quantos anos você tem, sempre irá adorar passear de mãos dadas num parque ou tomar sorvete depois do cinema numa tarde de domingo.

Namore bastante quando encontrar alguém que valha a pena. Mesmo que depois não se case com essa pessoa, certamente guardará boas lembranças dessa fase que é tão pouco apreciada na terceira idade.

(zailda coirano)

28
mai
08

Sexo na terceira idade

Ter uma profissão, continuar ativo mesmo com a idade, etc, são coisas que todos compreendem e até assumem como forma de vida, mas quando chega no capítulo sexo… Muitos balançam a cabeça e dizem: “não tenho mais idade para essas coisas“. Mas acontece que “essas coisas” fazem parte da vida e quando se trata de aprender a sentir prazer até nas pequenas coisas, o sexo não pode ser deixado de lado quando se fala de qualidade de vida.

Por quê abrir mão de uma das melhores coisas da vida se não há razão alguma para isso? Os próprios médicos afirmam que sexo faz bem para a saúde, previne doenças e preserva a saúde mental. Assim sendo, por quê não usar de tal medicamento?

É fato que durante a menopausa sofremos mudanças profundas e nosso corpo pode reagir pelo menos a princípio com uma certa indisposição para o sexo, mas acredito que o fator principal no desinteresse é o emocional, porque as mudanças que acontecem em nosso corpo a partir da menopausa podem gerar insegurança e não-aceitação. Se você não se aceita como é agora, será que o parceiro vai aceitar? Essa insegurança pode afastar muitas pessoas do sexo, mas isso não precisa ser assim.

Com todas as mudanças que ocorrem a partir dos 45, 50 anos, temos que fazer uma readaptação, uma redescoberta de nosso corpo e de suas necessidades e possibilidades. Não abandone o sexo na terceira idade, reaprenda-o. Afinal de contas, viver plenamente também significa estar em paz com a própria sexualidade.

(zailda coirano)

25
mai
08

A menopausa não é o fim

A menopausa traz muitas mudanças e o melhor caminho é adaptar-se a elas, em minha opinião. Tem também suas vantagens, como o fim das incômodas menstruações, cólicas, TPMs, inchaços e dores nas pernas. As mudanças causadas pela menopausa podem aumentar ou diminuir o apetite sexual, mas só no princípio, porque depois o corpo naturalmente vai se adaptando e tudo volta ao normal, portanto não se desespere, a menopausa não é o presságio do fim.

A tendência à acumulação de gordura em locais indesejáveis faz com que eu equilibre melhor minhas refeições, favorecendo verduras e legumes e deixando os carbohidratos um pouco de lado. As articulações têm uma tendência a “travar” se fico muito tempo parada, mas resolvo isso deixando o ônibus de lado alguns dias na semana e caminhando até a escola, que fica longe de minha casa.

Caminhar também é bom para o espírito, saio de casa um pouco mais cedo e desfruto a paisagem, observo as pessoas, medito um pouco. Às vezes tenho alguma idéia brilhante para alguma postagem… E levo sempre uma máquina para fotografar alguma coisa interessante que eu ache no caminho, assim minha caminhada acaba virando um passeio.

Acho que com a idade devemos aprender a desfrutar melhor as coisas que na juventude deixamos passar sem percebê-las. Devemos aprender a tirar prazer de todas as pequenas coisas que nos cercam e que antes ignorávamos solenemente. Devemos alimentar de forma saudável nosso corpo mas também nosso espírito e sentir prazer com pequenas coisas é uma arte que só desenvolvemos plenamente com a experiência adquiridas em várias décadas.

Como tenho mais tempo livre agora que tenho uma renda extra (que chamam de aposentadoria) e já cumpri minha missão de sustentar família, ocupo meu tempo livre da forma que considero mais agradável: ouço música, vejo filmes, escrevo, “invento moda” na escola. Essa parece ser minha fase mais criativa, as melhores idéias que tive na vida nasceram depois dos 50. E tem gente que acha que aos 50 chegou ao “princípio do fim”.

Cabe a cada um encontrar seus caminhos, redescobrir o prazer e desfrutar ao máximo a vida, que é um milagre a ser desfrutado em todas as suas possibilidades e da forma mais leve e rica possível.

(zailda coirano)

19
mai
08

Aposentadoria X trabalho

Depois de mais de 30 anos no mercado de trabalho finalmente adquiri o direito à aposentadoria, mas como acontece com a maioria dos brasileiros, isso não significou o encerramento de minha contribuição ao crescimento da sociedade, por vários motivos.

O primeiro deles, claro, é o valor da aposentadoria, que o INSS faz de tudo para reduzir ao máximo, para que nos sobre apenas aquilo que não encontram um meio de cortar. Ou seja, depois de mais de 30 anos de servidão à sociedade o aposentado se vê na frente do balcão do INSS como que a mendigar, tal é a mixaria a que se reduzem anos e anos de contribuição.

Outro motivo para não parar de trabalhar é que eu realmente gosto de minha profissão e não me agrada a idéia de encerrar abruptamente alguns projetos que iniciei quando cheguei a Diadema e que gostaria de levar até o final.

A longo prazo não me vejo nessa mesma profissão, por isso estou procurando outros meios que me agradem para continuar trabalhando sem, contudo, ficar presa a horários. O fato de receber uma aposentadoria, seja farta ou parca, me dá mais tranquilidade para espichar os olhos para setores que antes, por serem menos rentáveis, estariam fora do meu leque de opções.

Também imagino que, sendo uma pessoa ativa como sempre fui, o fato de ficar em casa sem objetivos práticos me levaria lentamente à depressão, porque preciso de ideais e acho que o ser humano sem ideais e realizações não passa de um robô de carne e osso. A inatividade também leva à doença e à morte.

Portanto acho que quem sempre trabalhou deve continuar fazendo-o mesmo aposentado, ainda que seja um trabalho de poucas horas semanais e de rentabilidade baixa, uma vez que nós da terceira idade já não temos mais a responsabilidade de manter uma família e criar filhos pequenos.

(zailda coirano)




 

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