Se perguntar a qualquer um se gostaria de voltar a ter 18 anos com certeza a pessoa lhe dirá que sim – mas com a cabeça que tem agora. Ninguém quer ter que aprender tudo de novo, sofrer as mesmas frustrações que já sofreu e cometer os mesmos erros. O que todos querem é ter o mesmo corpo dos 18, sem deixar de lado a experiência adquirida.
Experiência é o que os mais idosos têm de sobra, o problema é que o corpo não ajuda. O ideal seria mesmo criar um clone perfeito aos 30 e aos 50 fazer um transplante de cérebro e ficar com a experiência num corpo jovem outra vez.
Mas será que isso é apenas ficção? Bem, não sei se uma cirurgia dessas é possível ou se o será antes dessa carcaça aqui finalmente sucumbir, mas dá pra evitar muitos “estragos” em nosso corpo.
Para manter o cérebro funcionando como na juventude é necessário que o conservemos em pleno funcionamento, ou seja: continuar procurando coisas novas para aprender, lendo, informando-se, em sintonia com o mundo. Quando a pessoa se fecha para o mundo e começa a olhar apenas para dentro de si mesma, começa aí a lenta e inexorável deterioração que só termina com a morte.
Uma de minhas teorias é que o corpo reflete mais ou menos a idade que você sente ter. Se você se sente uma velha acabada, terá exatamente essa aparência, mesmo que tenha apenas 28 anos. Conheço pessoas que aos 18 anos já são muito velhas, e outras que aos 70 têm uma energia que muitos jovens nunca tiveram.
A vacina contra a morte é viver. Viver intensamente, plenamente, e não deixar que as limitações da idade (que só estão na sua cabeça) o impeçam de realizar o que lhe passar pela cabeça. Quanto mais intensamente viver, mais e melhor viverá. Menos os seus músculos e nervos reclamarão e doerão. Menos doenças degenerativas irá ter. Portanto, viva intensamente sua vida, não importa a idade que você tem. Seja da primeira, segunda ou terceira idade, não deixe o marasmo tomar conta de você. E se ele já se instalou, comece já. Lembre-se de que nunca é tarde para mudar de postura.
(zailda coirano)



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