A menopausa traz muitas mudanças e o melhor caminho é adaptar-se a elas, em minha opinião. Tem também suas vantagens, como o fim das incômodas menstruações, cólicas, TPMs, inchaços e dores nas pernas. As mudanças causadas pela menopausa podem aumentar ou diminuir o apetite sexual, mas só no princípio, porque depois o corpo naturalmente vai se adaptando e tudo volta ao normal, portanto não se desespere, a menopausa não é o presságio do fim.
A tendência à acumulação de gordura em locais indesejáveis faz com que eu equilibre melhor minhas refeições, favorecendo verduras e legumes e deixando os carbohidratos um pouco de lado. As articulações têm uma tendência a “travar” se fico muito tempo parada, mas resolvo isso deixando o ônibus de lado alguns dias na semana e caminhando até a escola, que fica longe de minha casa.
Caminhar também é bom para o espírito, saio de casa um pouco mais cedo e desfruto a paisagem, observo as pessoas, medito um pouco. Às vezes tenho alguma idéia brilhante para alguma postagem… E levo sempre uma máquina para fotografar alguma coisa interessante que eu ache no caminho, assim minha caminhada acaba virando um passeio.
Acho que com a idade devemos aprender a desfrutar melhor as coisas que na juventude deixamos passar sem percebê-las. Devemos aprender a tirar prazer de todas as pequenas coisas que nos cercam e que antes ignorávamos solenemente. Devemos alimentar de forma saudável nosso corpo mas também nosso espírito e sentir prazer com pequenas coisas é uma arte que só desenvolvemos plenamente com a experiência adquiridas em várias décadas.
Como tenho mais tempo livre agora que tenho uma renda extra (que chamam de aposentadoria) e já cumpri minha missão de sustentar família, ocupo meu tempo livre da forma que considero mais agradável: ouço música, vejo filmes, escrevo, “invento moda” na escola. Essa parece ser minha fase mais criativa, as melhores idéias que tive na vida nasceram depois dos 50. E tem gente que acha que aos 50 chegou ao “princípio do fim”.
Cabe a cada um encontrar seus caminhos, redescobrir o prazer e desfrutar ao máximo a vida, que é um milagre a ser desfrutado em todas as suas possibilidades e da forma mais leve e rica possível.
(zailda coirano)



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