Aos 50 anos sinto-me em plena terceira idade e algumas reflexões se fazem necessárias. Ao entrar na adolescência o ser humano costuma ter sonhos e ideais e ao longo da vida adulta vai realizando-os ou deixando-os de lado à medida que trilha seus caminhos e constrói sua realidade.
Ao chegar à terceira idade é freqüente que as pessoas já estejam exauridas de tantas batalhas, mais propensas ao conformismo de viver do passado e algumas até sentam-se à espera da morte, acreditando que suas vidas já terminaram.
Encaro a terceira idade como “envelhescência”, uma fase que imita a adolescência, quando podemos novamente sonhar e redirecionar nossas vidas com a experiência de muitos anos de realizações e sem o compromisso de criar filhos ou atender às necessidades de outros.
Encaro essa fase como um retomar de muitos projetos que foram abandonados, retomada de valores, reinicio do que foi deixado para depois. E também a construção de novos ideais e parâmetros para o futuro.
Futuro sim, quem disse que idoso não tem futuro? Enquanto há vida há futuro e como ninguém sabe quando o fim chegará, o importante é aproveitar cada segundo preenchendo a vida com coisas interessantes e criativas que não podíamos nos dar ao luxo de fazer porque estávamos ocupados demais provendo a família e educando filhos.
Sinto-me em plena envelhescência, muitas idéias e novidades a todo momento, projetos a mil, cursos a fazer, coisas para aprender. Tenho certeza de que quando a morte chegar terá que esperar na fila porque estarei muito ocupada.
(zailda coirano)



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