Arquivo para a categoria 'Qualidade de vida'

09
mai
12

Envelhescer com saúde?

Claro que é muito importante ter saúde, mas saúde só não basta. Eu diria até que se uma pessoa não tem mais a saúde que tinha na juventude, irá se preocupar principalmente com ela, mas se já tem saúde suas preocupações serão outras.

Na adolescência temos nossa turminha, vários amigos com os quais saímos, conversamos, trocamos ideias. Quando estamos na idade adulta frequentemente temos colegas de serviço, casais amigos, colegas de faculdade.

Então quando chegamos à terceira idade, esperamos continuar nosso círculo, mas isso nem sempre acontece. Além da redução do círculo de amigos, não é sempre que filhos e netos se dispõem a conversar conosco, muitos que alcançam essa idade percebem que já não são ouvidos como antigamente, que já não são levados tão a sério.

Uma de nossas maiores necessidades então é ter com quem partilhar ideias, preocupações, experiências. Já não temos tantas pessoas para “bater papo”, e as poucas que nos restam ou estão preocupadas com seus problemas de saúde (de nossa idade) ou estão às voltas com suas vidas profissionais e pessoais e não querem “perder tempo” nos ouvindo.

Eu acredito que um lado muito importante – frequentemente esquecido – é nossa vida social. Temos que ter amigos, que sair para passear, que ver filmes, ler livros e conversar, conversar muito!

Se não exercitamos nossa vida social ela vai se extinguindo até desaparecer, e o ser humano é um ser social. Sentimos muita falta do contato com outros seres humanos.

Se não temos em nossa família quem converse conosco, podemos procurar em outros locais:

  • cursos de artesanato
  • academia de ginástica
  • clube
  • piscina

Podemos também voltar a estudar, fazer cursos e trabalho voluntário. Nesse caso, além de encontrar outras pessoas com os mesmos interesses que nós, também nos sentiremos úteis e faremos algo que ajudará também a outras pessoas.

Não adianta ficar reclamando que ninguém lhe dá atenção. Que tal fazer alguma coisa para mudar isso ainda hoje?

13
jul
11

dieta e Qualidade de vida

dietaqualidade

Defendo a ideia de que não é pelo fato de estar na “terceira idade” que as pessoas (eu, mais especificamente) precisam conformar-se em viver pela metade. Tudo o que sempre fizemos podemos continuar fazendo, e o fato de termos já muitos “janeiros” não significa que tenhamos que abrir mão de coisas que gostamos.

Mas também é verdade que é necessário preservar mente, corpo e espírito porque não basta apenas “viver”. Meu lema sempre foi viver com qualidade de vida.

Pensando nisso iniciarei essa semana uma batalha que venho adiando há muito tempo, com variadas desculpas (é, a gente sempre inventa uma para protelar o que tem preguiça de fazer): vou começar uma dieta.

Mas não vai ser apenas uma dieta, do tipo “comer menos”. Vou também mudar velhos hábitos, condicionando-me a “comer certo” e abandonar o sedentarismo. Será um verdadeiro “programa” para atingir condicionamento fisico, livrar-me das doenças provocadas pela inatividade e excesso de peso.

Claro que também há o fator “autoestima”. Quanto mais a gente se cuida, mais a gente se gosta, e vice-versa.

Se você quiser acompanhar o meu calvário esforço, eu o convido a visitar o blog que criei especialmente para compartilhar essa experiência que será nova em minha vida. Até os 48 anos eu mantive mais ou menos o mesmo peso (perfeito para minha altura e idade) mas depois disso, devido à menopausa, comecei a engordar e não dei bola pra isso.

O blog é o Dieta com Qualidade de Vida, e se quiser acompanhar-me nessa empreitada será um prazer compartilhar experiências, já que tudo que é feito em grupo obtém um resultado melhor.

Visite o blog: Dieta com Qualidade de Vida e vamos nos ajudar a conseguir esse objetivo.

assinatura fundo preto peq

21
mar
11

Você gosta de ser chamado de “velho”?

11e_terceira-idade_gEu não gosto. Nem mesmo de “terceira idade”. Acho que “velho” é algum objeto que compramos e depois de algum tempo deixamos jogado num canto porque já está desbotado, sujo e não tem muita serventia. Com gente é diferente, não ficamos “velhos”, ficamos experientes.

E podemos ajudar com nossa experiência, não podemos? Então não somos imprestáveis, e nem objetos, então não podemos nos conformar em sermos taxados de velhos.

O que determina nossa velhice é nossa cabeça. Conheço muita gente de 20 anos que já parou no tempo, está cansada de viver, procurando um barranco para se encostar. Eles são velhos, não sabem viver a vida, não sentem prazer em nada, só sabem se queixar. Mas nós temos idade e nem por isso estamos velhos ou acabados.

Não importa quantos anos a gente tem, o importante é continuar vivendo, produzindo, sendo feliz. O dia em que a gente para de sentir prazer, de produzir e começa a se queixar de tudo é porque paramos no tempo. Quando paramos, começamos a morrer. E aí ficamos verdadeiramente velhos.

assinatura clara

07
out
08

Namoro na terceira idade

obrigada por me mandar esta mensagem. com certeza tem muitas mulheres iguais a mim…na mesma situação….
me sinto perdida e desiludida.as vezes penso que amar de novo nao é realmente pra mim…tenho tanto medo.
gostaria de me arrumar melhor,me vestir pra agradar alguem que não eu.sair mais, ter novos amigos.enfim viver o restinho da vida do geito melhor.
mais como? nos bailes de terceira idade a maioria é casado e vai escondido das mulheres….sou viuva e tenho a maior dificuldade até em pensar num relacionamento.
pensei procurar ajudar de um psicologo…que nao ria de mim. é dificil eu sei.
MAIS É ISSO.
se aparecer um candidato vou criar coragem….o negocio é aparecer….
UM ABRAÇO E OBRIGADA!

Com certeza há muitas pessoas na mesma situação que você, mas acho que a gente só pode dar amor se sentir amor por si mesmo primeiro, ou seja: comece fazendo as coisas que gosta e sinta o prazer que elas dão. Coisas esquecidas há muito tempo, como passear no parque, uma caminhada ao cair da tarde. Quando você está em paz e de bem consigo mesma isso transparece em seu rosto e as pessoas naturalmente se aproximam.

A primeira coisa para arrumar um namorado é não pensar só nisso, ou seja, não ver cada homem como um possível candidato. Dê-se ao luxo de usufruir da companhia masculina, os homens são bons companheiros, bons de papo, engraçados. Converse, conheça melhor. Faça amigos. Se um homem puxar papo na fila do banco, leve adiante. Ao final da conversa, se gostou, não diga apenas “tchau”, pegue na mão da pessoa e olhe nos olhos, diga sinceramente: “gostei de conhecer você”.

Relaxe, curta o mundo à sua volta, vá ao cinema, ao shopping. Fale com as pessoas. Olhe as pessoas na rua, em seus rostos. Sorria e cumprimente mesmo os estranhos. Agradeça as pequenas gentilezas. Construa pontes para que as pessoas consigam aproximar-se, e não muros para que se afastem.

Esqueça o medo e a insegurança, ninguém tem nada com sua vida e se a julgarem não fará a menor diferença para você. Faça o que gosta e procure o que lhe faz falta. E aguarde. Pense positivo, em breve tenho certeza que a pessoa que procura aparecerá. Esteja atenta e disposta a recebê-lo de braços e coração aberto.

Boa sorte, amiga.

(Zailda Coirano)

07
out
08

Como amar sem se sentir ridículo na terceira idade?

SOU MUITO TIMIDA E AINDA ROMANTICA ,APESAR DE TUDO QUE SOFRI…..
GOSTARIA DE ENCONTRAR UM NAMORADO. COMO FRAZER ISSO SEM ME TORNAR RIDICULA?TENHO 62 ANOS E MORO EM RECIFE -PE

Não há nada de ridículo em querer amar, em querer ter alguém ao seu lado e com essa pessoa reconstruir sua vida, ter um companheiro, viver bons momentos ao lado dessa pessoa. A vida não começa nem termina aos 40, enquanto estivermos vivos temos o direito de usufruir de tudo aquilo que a vida possa nos proporcionar.

Os jovens não têm mais direito à felicidade que nós, se formos analisar bem, depois de uma vida toda dedicada ao trabalho temos o direito de gozar merecidamente nossa vida, dedicando-nos exclusivamente a conquistar a paz, o amor, a realização pessoal que talvez não tenhamos tido tempo de alcançar antes, ocupados que estávamos em criar filhos, ou dedicando-nos a uma carreira profissional.

Seja pelo motivo que for, muitos de nós só na terceira idade é que podem dar-se ao luxo de pensar mais em si mesmos, então por que não? Que eu saiba não existe nenhuma lei que impeça o ser humano de ser feliz, nem existe nenhum limite de idade para isso. Portanto, querida leitora de Recife, nunca é tarde para ser feliz. O que está esperando? Corra em busca de sua felicidade. Ridículo é matar, roubar e enganar os outros. Ser feliz e ter essa disposição é sinal que você ainda está bem viva e que tem um coração capaz de dar e receber amor. Vá em frente, dou a maior força. E não se esqueça de enviar os convites para a festa de casamento, ok?

Zailda Coirano

28
ago
08

Caminhando para o futuro

Caminhar é um dos exercícios mais agradáveis e que a maioria das pessoas mesmo em idade avançada está apta a fazer. Quando fico muito tempo sem caminhar regularmente logo sinto a diferença: dificuldade ao levantar, dores nas juntas e músculos. É só começar a caminhar regularmente de novo que em uma semana no máximo tudo desaparece e me sinto pelo menos 10 anos mais nova.

E o ato de caminhar é agradável, vemos coisas, lugares e gente nova, prestamos atenção a coisas e pessoas que passariam desapercebidas se estivéssemos de carro ou ônibus. E nem precisa “ter tempo” para caminhar: é só ir ao supermercado do outro bairro, à igreja que fica umas quadras adiante, em vez de tomar o carro ou ir à que está mais próxima.

Não importa para onde você vá, sempre que for possível, saia de casa 15 minutos mais cedo e vá caminhando. Sua saúde agradece.

(zailda coirano)

22
jul
08

Quando estamos prontos para ser pais?

Normalmente escolhemos construir nossa família quando ainda somos jovens, na casa dos 20 ou 30, e eu própria escolhi assim. Dizem os médicos que é quando nosso corpo está melhor preparado para a maternidade, sendo menores os riscos na gravidez, e gerando bebês mais saudáveis.

Do ponto-de-vista puramente biológico pode até ser, mas é também nessa fase da vida que estamos consolidando nossas carreiras, é quando nos dedicamos mais à nossa vida profissional que à pessoal. Não temos muito tempo para os filhos, e freqüentemente as exigências em múltiplos setores de nossa vida nos deixam estressados, e portanto com menos paciência. Portanto, dos 20 aos 30 normalmente não temos tempo, paciência e nem dinheiro suficiente para proporcionar aos filhos tudo aquilo que seria possível se deixássemos a maternidade para mais tarde.

Na faixa dos 20 aos 30 também estamos às voltas com questões de foro íntimo, nos falta maturidade e nem solidificamos ainda nossas crenças mais profundas. Ainda não sabemos ao certo quem somos e o que esperamos realizar nessa vida. Ter filhos nessa fase é como entregar passageiros a um motorista que ainda não conhece o caminho nem tem tempo de aprendê-lo.

Acredito que só depois dos 40 temos maturidade e calma suficiente para nos dedicarmos à criação de um filho. Também é normal que tenhamos a essa altura da vida uma carreira estável, tendo portanto mais condições de dar aos filhos uma vida mais confortável.

Infelizmente a natureza anda na contra-mão da lógica e a partir dos 40 a primeira gestação é considerada de risco e é bem maior o número de crianças com problemas genéticos em virtude do envelhecimento dos óvulos maternos. Cabe a cada um pesar os prós e contras e tomar sua decisão. Se eu fosse tomar essa decisão novamente, com certeza só teria filhos depois dos 40.

Sabiamente porém a natureza nos coloca aos 50 na menopausa, incapazes de engravidar, e nessa idade eu realmente sinto vontade de tudo, menos de ter um bebê berrando e solicitando atenção. Não tenho mais paciência para dedicar-me a uma criança por longos períodos. Acho que a natureza me prepara para ser avó, poderei dar a meus netos poucas horas de atenção, mas com a qualidade que só a experiência e o tempo nos dão.

(zailda coirano)

04
jul
08

Envelhescência – a adolescência tardia

Pró Qualidade Blog » “Envelhescência” – Mário Prata

Muito interessante esse artigo, com idéias muito boas sobre o assunto, para ler e refletir. Como a autora do blog, também não me identifico com algumas das “crises” descritas porque sou mulher, mas entendo-as perfeitamente.

28
mai
08

Sexo na terceira idade

Ter uma profissão, continuar ativo mesmo com a idade, etc, são coisas que todos compreendem e até assumem como forma de vida, mas quando chega no capítulo sexo… Muitos balançam a cabeça e dizem: “não tenho mais idade para essas coisas“. Mas acontece que “essas coisas” fazem parte da vida e quando se trata de aprender a sentir prazer até nas pequenas coisas, o sexo não pode ser deixado de lado quando se fala de qualidade de vida.

Por quê abrir mão de uma das melhores coisas da vida se não há razão alguma para isso? Os próprios médicos afirmam que sexo faz bem para a saúde, previne doenças e preserva a saúde mental. Assim sendo, por quê não usar de tal medicamento?

É fato que durante a menopausa sofremos mudanças profundas e nosso corpo pode reagir pelo menos a princípio com uma certa indisposição para o sexo, mas acredito que o fator principal no desinteresse é o emocional, porque as mudanças que acontecem em nosso corpo a partir da menopausa podem gerar insegurança e não-aceitação. Se você não se aceita como é agora, será que o parceiro vai aceitar? Essa insegurança pode afastar muitas pessoas do sexo, mas isso não precisa ser assim.

Com todas as mudanças que ocorrem a partir dos 45, 50 anos, temos que fazer uma readaptação, uma redescoberta de nosso corpo e de suas necessidades e possibilidades. Não abandone o sexo na terceira idade, reaprenda-o. Afinal de contas, viver plenamente também significa estar em paz com a própria sexualidade.

(zailda coirano)

25
mai
08

A menopausa não é o fim

A menopausa traz muitas mudanças e o melhor caminho é adaptar-se a elas, em minha opinião. Tem também suas vantagens, como o fim das incômodas menstruações, cólicas, TPMs, inchaços e dores nas pernas. As mudanças causadas pela menopausa podem aumentar ou diminuir o apetite sexual, mas só no princípio, porque depois o corpo naturalmente vai se adaptando e tudo volta ao normal, portanto não se desespere, a menopausa não é o presságio do fim.

A tendência à acumulação de gordura em locais indesejáveis faz com que eu equilibre melhor minhas refeições, favorecendo verduras e legumes e deixando os carbohidratos um pouco de lado. As articulações têm uma tendência a “travar” se fico muito tempo parada, mas resolvo isso deixando o ônibus de lado alguns dias na semana e caminhando até a escola, que fica longe de minha casa.

Caminhar também é bom para o espírito, saio de casa um pouco mais cedo e desfruto a paisagem, observo as pessoas, medito um pouco. Às vezes tenho alguma idéia brilhante para alguma postagem… E levo sempre uma máquina para fotografar alguma coisa interessante que eu ache no caminho, assim minha caminhada acaba virando um passeio.

Acho que com a idade devemos aprender a desfrutar melhor as coisas que na juventude deixamos passar sem percebê-las. Devemos aprender a tirar prazer de todas as pequenas coisas que nos cercam e que antes ignorávamos solenemente. Devemos alimentar de forma saudável nosso corpo mas também nosso espírito e sentir prazer com pequenas coisas é uma arte que só desenvolvemos plenamente com a experiência adquiridas em várias décadas.

Como tenho mais tempo livre agora que tenho uma renda extra (que chamam de aposentadoria) e já cumpri minha missão de sustentar família, ocupo meu tempo livre da forma que considero mais agradável: ouço música, vejo filmes, escrevo, “invento moda” na escola. Essa parece ser minha fase mais criativa, as melhores idéias que tive na vida nasceram depois dos 50. E tem gente que acha que aos 50 chegou ao “princípio do fim”.

Cabe a cada um encontrar seus caminhos, redescobrir o prazer e desfrutar ao máximo a vida, que é um milagre a ser desfrutado em todas as suas possibilidades e da forma mais leve e rica possível.

(zailda coirano)




 

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